Criopreservação de óvulos

IMG_0375A primeira gravidez com óvulos criopreservados foi obtida em 1986. Na época, a técnica utilizada foi o congelamento lento, cujo sucesso era pequeno. Em 1999 ocorreu a primeira gravidez com a técnica de vitrificação, mais efetiva e utilizada até hoje. Com a  vitrificação, a taxa de “sobrevivência” dos óvulos é ao redor de 90%.

O tratamento se assemelha à fertilização in vitro, evidentemente não havendo fertilização: é feita e estimulação controlada dos ovários e a colheita dos óvulos, que serão então criopreservados.

O principal fator do qual depende a taxa de gravidez, com o uso desses óvulos,  é idade da mulher por ocasião da obtenção dos óvulos.

Uma forma de se constatar a influência da idade é calculando, teoricamente, o número de óvulos necessários para obtenção de uma gravidez, conforme a idade. Estima-se que 15 a 20 óvulos maduros criopreservados sejam necessários para que uma mulher de 37 anos ou menos tenha chance de 75% de obter uma gravidez.  Entre 38 e 40 anos, 25 a 30 óvulos maduros criopreservdos dariam chance de 70% de obtenção de uma gravidez. Após os 40 anos, seriam necessários 40 óvulos e, após os 42 anos, 61 óvulos. (Fertil Steril 105, 2016)

Como a reserva ovariana da mulher é reduzida com a idade, ainda que fosse possível obter um número de óvulos suficiente para uma gravidez, seriam necessários vários ciclos de estimulação ovariana, o que encarece em muito o procedimento. Assim, quanto mais cedo a mulher criopreservar seus óvulos, maiores as chances de sucesso futuro e menor o custo do procedimento.