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1379489_32442352Os obstáculos à fertilização nem sempre podem ser removidos. Por exemplo, se uma infecção atinge as trompas, ocorre uma lesão no revestimento interno, que impede o livre transporte do espermatozoide, do óvulo e do embrião. Como a lesão é no nível celular (isto é, as células morrem e em seu lugar ocorrem cicatrizes), não existe forma de corrigir o ocorrido. No entanto, o casal cuja mulher tem problema tubário pode ter gravidez por meio da fertilização in vitro. Assim, mesmo não sendo removido o obstáculo, é possível obter a gravidez.

Os procedimentos de reprodução assistida aproximam os espermatozoides dos óvulos, tornando mais fácil a fertilização e a gravidez e, basicamente, eles são dois: a inseminação intrauterina e a fertilização in vitro (FIV Clássica e ICSI) com transferência intrauterina dos embriões.

1379486_44894890A integridade tubária é um dos determinantes que orienta o processo a ser utilizado, o que confere à histerossalpingografia um papel muito importante no diagnóstico de infertilidade. O número de espermatozoides móveis, associado à sua morfologia, também define o processo a ser utilizado. Por exemplo, se pelo menos uma das tubas for adequada, se houver mais de cinco milhões de espermatozoides móveis (após preparo laboratorial) e a morfologia deles for maior que 4%, poderá ser  utilizada a inseminação intrauterina.

Porém, se pelo menos um desses parâmetros não for satisfeito, pode-se pensar em procedimento de fertilização in vitro. Portanto, o uso de uma ou outra técnica depende do diagnóstico do casal, isto é: o problema de infertilidade não deve ser considerado como um problema apenas do homem ou apenas da mulher, mas dos dois. Por isso, de nada serve um diagnóstico apenas masculino ou apenas feminino: é absolutamente necessário que o CASAL seja examinado e diagnosticado.