Tratamento de Baixa Complexidade

1. Estimulação Controlada dos Ovários

baixa1A eficiência dos procedimentos assistidos aumenta se realizada a estimulação controlada dos ovários. Os hormônios que agem o crescimento de mais de um folículo (portanto, haverá disponibilidade de mais de um óvulo), o que permite uma taxa de gravidez maior. A maioria desses hormônios é injetável: as aplicações são diárias, em geral a partir do segundo dia do ciclo menstrual. São medicamentos capazes de produzir efeitos colaterais, em geral de pequena intensidade, e sua aplicação deve ser feita sob estrita supervisão médica. O crescimento dos folículos é monitorizado pelo ultrassom transvaginal, realizado, inicialmente, em dias alternados, até que o folículo atinja um tamanho adequado, ao redor de 17 mm de diâmetro médio, quando, então, deverá conter um óvulo adequado para a fertilização.

 

2.  Inseminação Intrauterina

991932_22486705O procedimento consiste em depositar os espermatozoides, por meio de um cateter, através do colo uterino (cérvice), na cavidade uterina da mulher que foi submetida a uma estimulação controlada dos ovários. Após essa introdução, espera-se que as tubas captem o (s) óvulo (s) e que os espermatozoides o(s) fertilize(m) e que o(s) embrião (ões) formado(s) implante(m) no útero (tudo como no processo natural de gravidez). Para se ter êxito, é preciso que a mulher tenha pelo menos uma tuba funcionante, e que seu parceiro tenha o número de espermatozoides móveis maior que 5 milhões, com mais de 4% com morfologia normal.

A inseminação intrauterina é a solução se:

A) Existe “incompatibilidade” entre o muco cervical (secreção com aspecto de clara de ovo, que acontece no período da ovulação) e os espermatozoides. Nesse caso, a colocação dos espermatozoides se dá dentro do útero, evitando sua passagem pelo canal cervical;

B) A mulher tem dificuldade de ovulação (ovários policísticos);

C) Existem pequenos defeitos no espermograma ou alterações na ejaculação;

D) Os exames básicos do casal são normais, caracterizando-se a “infertilidade sem causa aparente”. Nesse caso, a inseminação intrauterina, promove: i) o aumento da quantidade de óvulos, ii) a previsibilidade da ovulação e iii) o preparo do sêmen. Essas medidas podem criar uma melhor sincronia no ciclo possibilitando a gravidez.

A taxa de sucesso do procedimento oscila ao redor de 25% por ciclo.