Tratamento para casais sorodiscordantes

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Foto: CDC (Unsplash)

Em relação a doenças infecciosas (virus HIV, HTLV, hepatites B e C), casais são ditos sorodiscordantes quando apenas um dos parceiros tem a doença. Em relação à reprodução, os métodos utilizados devem levar em conta a possibilidade de transmissão entre os parceiros, e também da mãe para o bebê.

Atualmente, a hepatite B pode ser prevenida por meio de vacina, e a hepatite C tem tratamento específico, altamente efetivo. Assim, a atenção se volta para portadores de vírus HIV e HTLV. O acompanhamento do casal por médico infectologista é obrigatório, e os parceiros devem ter carga viral nula ao iniciar o tratamento para reprodução.

Quando o homem é soropositivo e a mulher não, o tratamento seguro é a fertilização in vitro (ICSI), com a técnica de dupla lavagem do sêmen. Esse tratamento mostrou-se muito efetivo, impedindo a transmissão tanto para a mulher quanto para o bebê. (Fertility and Sterility 105,2016).

Quando a mulher é soropositiva e o homem não, o tratamento poderá ser por meio de inseminação intrauterina ou por meio de fertilização in vitro, conforme o diagnóstico do casal. Neste caso, o maior cuidado é no sentido de evitar a transmissão da doença para o bebê,  durante a gravidez, o parto e a amamentação. Portanto, o acompanhamento de um infectologista é absolutamente necessário, durante todo o processo.