Zika vírus: Engravidar agora? Congelar embriões? O que dizem os especialistas…

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Embora o vírus Zika tenha sido descoberto, em humanos, no ano de 1952 poucos casos de infecções pelo vírus tinham sido relatados até o ano de 2015. A recente epidemia do vírus Zika no Brasil, com a infecção por gestantes brasileiras e sua muito provável associação com o desenvolvimento de muitas doenças graves (entre elas a microcefalia) em recém-nascidos tem assustado a população, os governantes e chamado à atenção de toda a comunidade científica mundial. Apesar do enorme esforço de médicos e pesquisadores em compreender e encontrar um meio de evitar e tratar as infecções pelo Zika, muitas das perguntas sobre o comportamento deste vírus no organismo e os danos para a nossa saúde ainda estão sem respostas definitivas.

Os casais em idade reprodutiva que buscam engravidar de forma natural, ou através de tratamentos com técnicas de Reprodução Assistida, representam hoje uma importante parcela da população brasileira que está bastante atenta e angustiada com todas estas recentes noticias e descobertas do vírus Zika e suas potenciais consequências. A OMS (Organização Mundial da Saúde) tem publicado uma série de orientações e precauções para os casais que pretendem engravidar neste período de epidemia pelo Zika vírus, sem, em momento algum, contraindicar as tentativas de gravidez.

Os médicos especialistas do Serviço de Reprodução Humana do Hospital São Paulo estão bastante atentos a todos os novos conhecimentos científicos sobre este cenário, transmitindo para os casais que desejam engravidar as informações pertinentes e as orientações específicas de acordo com as necessidades de cada casal.

Os casais que mais se preocupam com a atual situação são aqueles cujo potencial reprodutivo e a própria idade mais avançada da esposa não permitiriam postergar uma gravidez natural ou até mesmo um tratamento de fertilização in vitro na espera da aquisição de uma vacina eficaz para o vírus (como a vacina da rubéola, por exemplo!) ou até mesmo na pouco provável erradicação do mosquito transmissor, o Aedes Aegypti. Para estes casais, o adiamento de um tratamento reprodutivo, mesmo que por poucos meses, pode representar a perda do melhor momento de atingir a gravidez.

Desta forma, a equipe de médicos especialistas do Serviço de Reprodução Humana do Hospital São Paulo sugere, fortemente, que os casais iniciem os seus tratamentos com o objetivo de criopreservar os embriões formados, evitando uma gravidez neste período de incertezas, mas, ao mesmo tempo, tentando preservar uma chance real de gravidez no futuro. Vale ressaltar, que os embriões, uma vez criopreservados, podem permanecer muitos anos dessa forma sem perder o seu potencial de gerar uma gravidez saudável, podendo ser utilizados pelos casais quando a epidemia pelo Zika vírus estiver controlada ou quando a comunidade científica conseguir uma vacina eficiente para a total imunização da população. Segundo informações da OMS, o prazo estimado para a aquisição de uma vacina e o início de sua aplicação dever ocorrer no prazo mínimo de três anos.

Caso você deseje saber mais sobre: o seu potencial de fertilidade, a repercussão do adiamento do sonho de ser mãe e, a opção de congelamento de embriões, os médicos do Serviço de Reprodução Humana do Hospital São Paulo, poderão ajudá-la.